Coisas que seu dentista sabe ao examinar sua boca

20/06/2016

Coisas que seu dentista sabe ao examinar sua boca

Embora muita gente tente, não dá pra enganar o dentista. Sabe aquela estratégia de escovar os dentes durante meia hora antes da consulta pra tentar convencer o dentista de que você tem o hábito de escovar os dentes – e usar o fio dental – 9 vezes por dia? Não cola. A gente sabe quando uma pessoa tem bons hábitos de higiene e, principalmente, quando eles não são tão bons assim.

Quando seu dentista pede que você abra a boca, ele não olha só para os seus dentes. Tem muita coisa além de dentes pra se ver. Gengiva, mucosas, língua, estruturas anatômicas. E principalmente a saúde gengival tem importantes implicações sobre a saúde geral. Como diz o Dr. Stuart Froum, ex-presidente da Academia Americana de Periodontia: “Se o olho é a janela para a alma, a boca é a janela para o corpo”.

Problemas de saúde sistêmicos costumam manifestar-se com mais frequência na gengiva do que nos dentes, mas, surpreedentemente – ou não -, as pessoas dão mais importância para os dentes. “Eu recebo no consultório pessoas elegantes, muito bem vestidas, homens e mulheres cabelos e unhas impecáveis… que, porém, não visitam um dentista há vários anos”, diz. Quase 50% dos adultos têm algum tipo de doença gengival, que é a principal causa de perdas dentárias e pode revelar muitos outros problemas de saúde (doença cardíaca, diabetes), também.

Eis 6 coisas que um dentista pode dizer após examinar você:

Que você tem anemia

Se você tem a gengiva esbranquiçada, pode estar com anemia. Quando se tem deficiência de ferro no organismo, a gengiva pode perder a coloração vermelha / rosada normal.

Que você usa remédios controlados

O uso de antidepressivos (Prozac, Paxil, Zoloft), por exemplo, pode causar xerostomia, que é a diminuição ou ausência de saliva. A falta de saliva é ruim para a gengiva e para os dentes, aumentando a chance de cáries e problemas gengivais. Alguns anti-histamínicos, que são remédios usados pra tratar alergias, têm efeito semelhante sobre o fluxo salivar. Existem formas de estimular a salivação e até, se necessário, pode-se usar saliva artificial. Mas não é porque o seu dentista pode suspeitar que você usa esses medicamentos que você deve esconder dele essa informação, hein?! Você deve sempre informar o uso contínuo de qualquer remédio ou substância, inclusive as ilegais. Fique tranquilo, isso fica entre vocês.

Que você está estressado

Pessoas estressadas têm maior nível de cortisol no organismo, um hormônio fortemente associado com a susceptibilidade à inflamação, e que também torna mais difícil para o seu corpo o combate a infecções. Isso quer dizer que pessoas estressadas têm mais propensão à gengivite, que pode ser o início de um problema periodontal mais sério, levando, em última instância, à perda de dentes. Sem contar que pessoas estressadas e preocupadas acabam dando menos atenção à higiene bucal, o que piora a situação.

Que você tem diabetes

Abscessos dentários ou gengivais são mais comuns em pessoas que têm diabetes. Além disso, perguntas simples que serão feitas durante o exame físico podem revelar o problema: muita sede, mais fome, vontade constante de fazer xixi, fadiga, perda de peso. O dentista, claro, não trata diabetes, mas vai encaminhar você pra um médico pra tratar.

Que você pode ter doenças autoimunes

Como lúpus e doença de Crohn (uma doença inflamatória intestinal). Essas doenças costumam ter manifestações bucais (geralmente manchas avermelhadas). O líquen plano, outra condição que parece estar ligada à função imunológica, causa frequentemente feridas na pele e manchas brancas na boca. Essas manchas podem ser sensíveis ou dolorosas e levar ao surgimento de úlceras. A gengivite e a hiperplasia gengival podem ser sintomas precoces de leucemia (câncer no sangue), por exemplo.

Que você pode ter problemas cardíacos

Doenças no coração podem estar associados a doenças da gengiva, embora não haja uma relação de causa e efeito direta. Ainda assim, as pessoas com problemas periodontais são mais propensas a desenvolver doenças cardíacas. Acredita-se que a relação está na presença da inflamação crônica.

* * *

Considerando tudo isso, fica claro que a boca não é uma entidade separada do corpo, e que existe uma via de mão dupla: doenças bucais podem causar ou favorecer o desenvolvimento de doenças em outras partes do corpo, assim como doenças sistêmicas podem manifestar-se na boca. Isso, em si, já é razão mais do que suficiente pra fazer, pelo menos, uma visita anual ao seu dentista. Mesmo que você não tenha nada do que se queixar.

Fonte: Medo de Dentista

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